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Novo método promete facilitar busca por vida extraterrestre

  • 6 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

Medição mais precisa da gravidade de estrelas distantes pode ajudar a definir massa e dimensão de planetas semelhantes à Terra.

Kepler

Astrônomos dizem ter encontrado uma maneira de estudar estrelas distantes que pode ajudar a localizar planetas que poderiam abrigar formas de vida.

O método, descrito em artigo na revista especializada Science Advances, permite analisar até as estrelas mais remotas.

Por meio do estudo de variações no brilho das estrelas, dizem os autores, é possível fazer medições mais precisas da gravidade na superfície desses corpos celestes. Isso irá auxiliar na determinação da massa e do tamanho das estrelas - e de qualquer planeta que esteja ao redor delas.

"Nossa técnica pode revelar o tamanho e o brilho de uma estrela, e se um planeta próximo possui a dimensão e a temperatura para ter oceanos líquidos, e provavelmente vida", afirmou Jaymie Matthews, da Universidade de British Columbia, no Canadá.

Gravidade de superfície é a intensidade da força que puxa tudo na superfície de uma estrela ou de um corpo celeste para o centro.

Essa medida é normalmente calculada medindo a luz ou o brilho de uma estrela - mas essa técnica funciona bem apenas para as estrelas mais próximas e brilhantes.

Pesquisadores usaram dados do telescópio Kepler, que integra missão de busca por vida fora da Terra

Usando dados do telescópio Kepler, da Nasa (agência especial americana), uma equipe liderada por Thomas Kallinger, da Universidade de Viena, mostrou que variações no brilho de estrelas distantes podem revelar informações sobre sua gravidade.

A duração de eventos como turbulências e vibrações na superfície de uma estrela, baseada em suas variações de brilho, fornecem dados sobre sua gravidade, concluíram os pesquisadores.

Missões espaciais no futuro deverão buscar planetas no entorno de estrelas distantes que possam abrigar água líquida e, talvez, vida.

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/


 
 
 

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