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Buraco Negro

-Estrelas que entram em colapso sob sua própria gravidade produzindo forças gravitacionais muito fortes.

-Regiões no espaço onde o espaço e o tempo são distorcidos de tal forma que nada, nem mesmo a luz  pode escapar.

 

Até hoje a melhor teoria para explicar este tipo de fenômeno é a Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein.

Segundo a teoria de Einstein, a força da gravidade seria uma manifestação da deformação no espaço-tempo causada pela massa dos corpos celestes, como os planetas ou estrelas. Essa deformação seria maior ou menor de acordo com a massa ou a densidade do corpo. Portanto, quanto maior a massa do corpo, maior a deformação e, por sua vez, maior a força de gravidade dele. 

Consequentemente, maior é a velocidade de escape, força mínima que deve ser empregada, para que um objeto possa vencer a gravidade deste corpo. Por exemplo, para que um foguete saia daatmosfera terrestre para o espaço ele precisa de uma força de escape de 40.320 km/h. Em Júpiter, essa força teria de ser 214.200 km/h. Essa diferença muito grande, é porque sua massa é muito maior que a da Terra.

É isso que acontece nos buracos negros. Há uma concentração de massa tão grande em um ponto tão infinitamente pequeno que a densidade é suficiente para causar tal deformação no espaço-tempo que a velocidade de escape neste local é maior que a da luz.

 

O que é velocidade de escape?

Chamamos de velocidade de escape aquela cuja intensidade é suficiente para que um objeto possa “escapar” da atuação do campo gravitacional. A velocidade de escape na superfície de Terra é de aproximadamente 11,2 km/s; para que um objeto possa se libertar da atuação da gravidade de nosso planeta, precisa ser lançado com velocidade maior que esta.

 

 

Às vezes acontece da estrela evoluir no que chamamos de sistema binário fechado, quando duas estrelas ficam muito próximas e há transferência de matéria de uma para outra, podendo fazer com que uma delas acumule matéria em excesso provocando sua explosão em uma supernova. Nestes casos, o mais provável é que ela evolua para uma estrela de nêutrons, quando elétrons e prótons se fundem em nêutrons. Mas, acontece que em alguns sistemas a concentração de massa é muito grande e ocorre a formação de um buraco negro que continua “sugando” a massa daquela outra estrela maior.

 

O que aconteceria conosco se algo tão poderoso passasse próximo ao nosso planeta? Segundo Silva, se um buraco negro estivesse próximo a nós, sua presença se revelaria pelo efeito gravitacional que causaria nos corpos do Sistema Solar, como os planetas, asteróides e planetas anões.

A ação desse efeito gravitacional despertaria terremotos e erupções vulcânicas sem precedentes, além de alterar a nossa órbita e fazer com que o nosso planeta se aproximasse ou se afastasse do Sol. Ao passar por nós, as mudanças geológicas, devido às forças da maré, seriam tão extremas que toda a superfície ficaria coberta por magma, destruindo todas as formas de vida do planeta.

Além disso, como o Sol é o objeto de maior massa do Sistema Solar, ele e o buraco negro se atrairiam, graças às forças gravitacionais, sugando todos os gases presentes em nossa estrela para dentro do buraco.

Por sorte, não existem buracos negros no Sistema Solar, pelo menos não os que possuem ordem da massa solar. O físico explica que, teoricamente, mini-buracos negros são previstos. “Os buracos negros não são diferentes dos outros objetos da galáxia, não são como ‘fantasmas’ vagando de forma imprevisível. Há os buracos centrais, que se acredita habitarem o centro da maior parte das galáxias. Neste caso, por estarem no centro da galáxia, eles não se movimentam muito em relação à própria galáxia. Em nossa galáxia, a Via Láctea, há um buraco negro desses”, diz.

Para onde vai tudo o que é sugado pelos buracos negros?

Para Silva, a resposta desta pergunta ainda é matéria de especulação. “Ainda não temos nenhuma observação ou mesmo teoria que detalhe esse tipo de situação”. Segundo o físico, um erro muito comum é pensar que o buraco negro “suga” tudo, independente da distância. “O problema é chegar perto demais dele. Longe, os efeitos gravitacionais não o distinguem de uma estrela com a mesma massa. Se o Sol fosse substituído por um buraco negro de mesma massa, a órbita dos planetas não seria afetada. Nem mesmo a de Mercúrio”, conclui.

 

 

 

TIPOS DE BURACOS NEGROS

(Podemos classificar os buracos negros de acordo com a sua massa)

 

 - Buracos Negros Estelares: São originados a partir de estrelas de alta massa (maior que 10 vezes a massa do Sol), que após passarem pelo estágio evolutivo da sequência principal e esgotarem seu combustível para fusão nuclear, passam pelo estágio de gigantes e supergigantes e depois explodem como supernovas. A explosão  caso o "caroço" restante tiver uma massa maior do que 3 massas solares (valor estimado como limite para estrelas de nêutrons colapsarem, ainda não comprovado), ele se tornará um Buraco Negro Estelar.

 

 - Buracos Negros Supermassivos: Encontrados no centro de galáxias, têm massas que variam de milhões a bilhões de massas solares.

Os buracos negros supermassivos podem ter sido originados do colapso gravitacional de imensas nuvens de gás ou de aglomerados de milhões de estrelas no centro das galáxias, que se formaram quando o universo era mais jovem e bem mais denso. Estimativas atuais, obtidas de observações de Quasares, indicam que os primeiros BNs supermassivos se formaram quando o Universo tinha menos do que 1 bilhão de anos de idade (a idade atual do Universo é de cerca de 13,7 bilhões de anos).

 

 - Buracos Negros de Massa Intermediária: Buraco negro no qual a massa é significativamente maior que um buraco negro estelar e ainda bem menor que a massa de um buraco negro supermassivo.

Entretanto não é claro como tal buraco negro se formaria. De um lado, são demasiado massivos para se formarem pelo colapso de uma única estrela, que é como os buracos negros estelares são supostamente formados. De um lado, em seus ambientes faltam as condições, a alta densidade e as velocidades extremas observadas nos centros de galáxias - que conduzam convenientemente à formação de buracos negros supermassivos. Há dois cenários populares da formação para buracos negros de massa intermediária. O primeiro, é a fusão de buracos negros de massa estelar e de outros objetos compactos por meio de radiação gravitacional. O segundo é a colisão de estrelas massivas de grupos estelares densos e do colapso do produto da colisão em um buraco negro de massa intermediária.

 

 - Buracos Negros Primordiais: Hipotético tipo de buraco negro que é formado não pelo colapso gravitacional de uma estrela mas pela extrema densidade da matéria presente durante a expansão inicial do universo.De acordo com o modelo do Big Bang quente, durante os primeiros poucos momentos após o Big Bang, a pressão e temperatura eram extremamente altas. Sob estas condições, simples flutuações na densidade da matéria podem ter resultado em regiões de densidade suficiente para criar buracos negros. Embora muitas das regiões de alta densidade devem ter se dispersado rapidamente pela expansão do universo, um buraco negro primordial poderia ser estável, persistindo até o presente.

 

 

                                                                                                                                          FONTES: http://www.infoescola.com/astronomia/buraco-negro/

                                                                                                                                                                                                               https://agenciacienciaweb.wordpress.com/

 

 

Obs.: Singularidade é um ponto do espaço-tempo no qual a massa (associada com a sua densidade e a curvatura do espaço-tempo) são infinitas. (Dentro de um buraco negro)

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