Missões espaciais que marcarão 2016
- 5 de jan. de 2016
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• ExoMars
É uma missão não-tripulada destinada a verificar a existência ou não de vida em Marte. O projeto é uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e Roscosmos, a agência espacial russa. Essa missão também ajudará a descobrir quais tecnologias são necessárias para as futuras missões de exploração. E, além de procurar a “assinatura” do planeta – tipo de atividade biológica que existiu ou existe lá -, também será investigada a variação do ambiente geoquímico e os gases existentes na atmosfera do planeta, em busca de evidências de gases de possível importância biológica, como o metano. O lançamento da missão está marcado para 14 de março e a entrada na atmosfera de Marte será em 19 de outubro.
• Juno
A sonda Juno entrará na órbita de Júpiter em 5 de julho de 2016. A missão foi lançada em 5 de agosto de 2011 com o objetivo de estudar a atmosfera de Júpiter e de entender os principais gases existentes no planeta. “Como Júpiter é um planeta gasoso, a Juno tem o compromisso de fazer o mapeamento da atmosfera, ou seja, investigar a formação do corpo celeste, a composição e variação da meteorologia local e as estruturas do campo magnético e gravitacional do planeta”, diz Vanderlei Parro, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG) e diretor do Núcleo de Sistemas Eletrônicos Embarcados (NSEE) do Instituto Mauá de Tecnologia. Juno foi a segunda missão escolhida pela Nasa para o programa New Frontiers - tem finalidade de explorar o Sistema Solar, utilizando sondas espaciais de médio porte.
• Fim da missão Rosetta
A missão Rosetta, que realizou um feito histórico em 12 de novembro de 2014 ao pousar em um cometa, o 67P/Churyumov-Gerasimenko, deve terminar em setembro de 2016. O objetivo da missão é estudar a origem dos cometas e a relação deles com o princípio da formação do Sistema Solar, já que, segundo teorias, esses corpos celestes podem ter sido os responsáveis por trazer água, ou até mesmo vida, para os planetas.
• OSIRIS-Rex
Em 3 de setembro, a Nasa lançará a missão OSIRIS-Rex, que vai estudar o asteroide Bennu. Segundo a agência espacial americana, a missão procura respostas para questões centrais da experiência humana na Terra: de onde viemos e para onde vamos. O estudo dos asteroides, que podem conter os precursores moleculares para a origem da vida e oceanos da Terra, pode nos ensinar muito sobre a história do Sol e dos planetas. A missão coletará amostras de Bennu, escolhido devido ao tamanho, composição e órbita potencialmente perigosa, já que, no século XXII, ele poderá chocar-se com a Terra. Além de determinar com exatidão as propriedades físicas e químicas do asteroide, a OSIRIS também ajudará os cientistas a desenvolverem uma missão para evitar o impacto do asteroide com o nosso planeta no futuro.
• Aelous
Aelous, que também será lançada em 2016, é a primeira missão espacial que perfilará os ventos em escala global. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), ela fará cerca de 100 perfis de vento por hora – inclusive em áreas remotas que carecem de estações meteorológicas terrestres. A missão é composta por um satélite de estrutura simples equipado com vários sensores que medirão a velocidade e as características dos ventos com precisão.
• Gaia
A missão Gaia vai apresentar seus primeiros resultados ao longo de 2016. Lançada em dezembro de 2013, seu objetivo é fazer um grande mapeamento do céu, recolhendo dados – em alta qualidade e com muita precisão – sobre as posições, movimentos, brilho e cores de mais de um bilhão de objetos de nossa galáxia e de outras também.
• LISA Pathfinder
A missão foi lançada em 3 de dezembro com o objetivo de testar um equipamento que, no futuro, poderá ajudar a captar as ondas gravitacionais, previstas pela Teoria da Relatividade de Einstein. Em 2016, ela começará a realizar testes e transmitir os dados para a Terra. “O objetivo dessa missão é testar e desenvolver a tecnologia que possibilitará a construção de um satélite eLISA (Evolved Laser Interferometer Space Antenna), previsto para ser lançado em 2034. Este será o primeiro observatório espacial de ondas gravitacionais, jamais detectadas, pois são extremamente tênues”, diz Teixeira.
FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia

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